Pouco mais de um mês após o incêndio que atingiu o pavilhão MFE-A da Ceagesp na capital paulista, 124 comerciantes afetados pela ocorrência começam a ganhar uma nova estrutura para trabalhar. Dois galpões de lona, que somam 4.800 m², foram montados pela Nautika Coberturas a cerca de uma quadra do antigo pavilhão.
A estrutura foi projetada para reunir novamente os comerciantes em um mesmo local e permitir uma melhor organização da operação. A solução chega às vésperas de um período importante para o setor. Entre novembro e fevereiro ocorre tradicionalmente uma das épocas de maior movimentação de frutas na Ceagesp. Segundo a comissão que representa os comerciantes afetados, a perda do pavilhão diminuiu a comercialização de frutas, como melancias, abacaxis e cocos-verdes, entre outros itens.
Agilidade para restabelecer operações
Quando uma operação é interrompida por um evento inesperado, o tempo para colocá-la novamente em funcionamento é decisivo. Nesses casos, os galpões de lona permitem criar áreas cobertas em prazos mais curtos e mantê-las em funcionamento pelo período necessário, uma característica especialmente importante em situações emergenciais.
No caso da Ceagesp, a agilidade era fundamental. Além da necessidade de oferecer melhores condições aos comerciantes, a operação emergencial nas proximidades do pavilhão vinha interferindo na circulação de caminhões e na operação de pavilhões vizinhos.
"Em uma situação que exige resposta rápida, não adianta ter capacidade técnica se a empresa precisa esperar semanas para começar a montagem. A Nautika mantém o maior estoque de componentes do segmento justamente para poder mobilizar suas equipes imediatamente e iniciar a montagem com rapidez em qualquer região do país", afirma Carlos Pela, sócio-diretor da Nautika.
Essa agilidade foi decisiva, na avaliação de Dalton Ferraciolli, gerente do Departamento de Engenharia e Manutenção da Ceagesp. "A montagem de galpões lonados foi uma solução assertiva e rápida tomada pela diretoria diante da tragédia do incêndio. A contratação da Nautika, por sua pronta mobilização para montagem, qualidade do produto e cumprimento do cronograma, foi fundamental para a resolução do problema", diz ele.
Experiência em situações emergenciais
A Nautika atua há mais de 50 anos na comercialização de galpões de lona para armazenagem ou eventos, por meio de venda ou locação. O estoque próprio de componentes da empresa permite atender projetos de diferentes dimensões e reduzir o intervalo entre a contratação e o início da montagem. Em julho, a Nautika entregou 33.400 m² em apenas 30 dias para uma grande montadora de automóveis.
A capacidade de mobilização da empresa já foi decisiva em outras situações críticas. Durante a pandemia de Covid-19, a Nautika participou da implantação de hospitais de campanha, criando rapidamente áreas para ampliar a capacidade de atendimento. Em 2024, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, a empresa forneceu estruturas para cidades temporárias destinadas a receber a população afetada.
"Agilidade e pontualidade são dois fatores decisivos. É claro que entregar rápido não significa descuidar da segurança. Nossos galpões são projetados considerando as condições de cada local, inclusive quanto à exposição a chuvas e ventos, com estrutura e sistemas de fixação e ancoragem dimensionados especificamente para cada caso", diz Carlos Pela, da Nautika Coberturas.
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