O Workshop de Engenharia Civil, promovido pela Petrobras em conjunto com a Universidade Petrobras e realizado nos dias 9 e 10 de setembro, no Rio de Janeiro, é um encontro que reúne engenheiros, arquitetos e técnicos de diferentes áreas e regionais da companhia. Bruno Nakamura, sócio-fundador da Pisos Elevados Brasil, participou como palestrante convidado. A apresentação sobre pisos elevados foi transmitida ao vivo, formato adotado para aumentar o acesso ao conteúdo entre profissionais alocados em outras unidades.
O convite teve origem em uma aproximação ocorrida meses antes. Profissionais da estatal passaram pelo estande da empresa durante a Expo Revestir 2026, feira de revestimentos e acabamentos realizada de 9 a 13 de março, no São Paulo Expo, que reuniu 300 marcas expositoras e 72 mil visitantes. "Visitaram nosso estande na Expo Revestir 2026 e, após consultas técnicas, nos convidaram para participar do evento", relata.
Funcionalidade do ambiente orienta a escolha do material
A apresentação percorreu os tipos de piso elevado disponíveis no mercado brasileiro, entre eles aço, ardósia, granito, cimentício, porcelanato, quartzito e vidro, além dos revestimentos aplicados sobre as placas. Para o palestrante, a definição do material de cada trecho da obra não se resolve pela simples leitura da norma técnica, como parte dos profissionais costuma supor.
"O que manda na especificação de um material não é a norma, mas a funcionalidade do espaço", afirmou Nakamura durante a palestra. Entre os critérios citados estão a localização da área, interna ou externa; a função do ambiente, técnico ou apenas administrativo e de circulação; e a existência de risco de descarga elétrica ou de condutividade de eletricidade estática. Esses itens, segundo ele, são essenciais para posicionar cada material no local correto.
À norma técnica cabe outra função, também detalhada no workshop: estabelecer os parâmetros de capacidade de carga concentrada, carga distribuída e impacto de corpo duro. A distinção entre desempenho estrutural e adequação ao uso do ambiente foi um dos pontos retomados ao longo da apresentação, já que ambientes técnicos, como salas de equipamentos e data centers, impõem exigências diferentes das áreas de circulação administrativa.
Documentos, ensaios e conferência da instalação
Outro bloco tratou da fiscalização. O sócio-fundador da Pisos Elevados Brasil apresentou métodos para identificar laudos falsos ou emitidos para produtos diferentes daqueles efetivamente entregues na obra, além de recursos para reconhecer materiais recondicionados comercializados como novos. A conferência da documentação das empresas fornecedoras, a verificação de espessuras e a análise dos processos de fabricação completaram a lista de cuidados sugeridos aos participantes.
A contratação da equipe de instalação recebeu tratamento específico. "A mão de obra precisa ser especializada, e o que chancela uma empresa a executar a instalação de uma obra não é laudo de material, e sim atestado de capacidade técnica acompanhado do contrato e nota fiscal com as datas da prestação de serviço", explicou o executivo. A palestra também abordou como fiscalizar a execução e como conferir a instalação depois de concluída.
A verificação documental cumpre papel equivalente ao da inspeção física do material, conforme o conteúdo apresentado no encontro. Contratos, notas fiscais e atestados permitem rastrear quando e onde determinada empresa executou serviços semelhantes, informação que não consta de relatórios de ensaio das placas. Em obras de maior porte, esse cruzamento reduz o risco de retrabalho após a entrega, etapa em que a correção de um sistema já instalado costuma exigir a remoção de trechos inteiros do piso.
Duas normas em vigor para o mesmo sistema
A parte normativa da apresentação esclareceu uma dúvida recorrente entre especificadores. "Existem duas normas de piso elevado vigentes, a NBR 11802, de 1991, e a NBR 15805, de 2015, e uma não substitui a outra", detalhou ele. Conforme a explicação apresentada no encontro, a NBR 11802 trata de materiais da época e estabelece ensaios mínimos de carga concentrada, carga distribuída e impacto de corpo duro, testes que devem ser aplicados a todos os materiais atuais.
Já a NBR 15805 é uma norma específica para pisos elevados de placas de concreto, voltados a áreas externas. Publicada em sua edição mais recente em setembro de 2015, ela convive com o texto anterior, o que exige atenção dos profissionais responsáveis por editais, memoriais descritivos e conferência de fornecedores.
Casos reais foram tema das conversas na área de exposição
Durante os dois dias de evento, os participantes também tiveram acesso a uma área de exposição, onde puderam conhecer de perto os materiais apresentados pela Pisos Elevados Brasil e tirar dúvidas técnicas diretamente com Bruno Nakamura. Segundo o executivo, as questões mais frequentes partiram de situações concretas vivenciadas no dia a dia das obras. As respostas contribuíram para esclarecer dúvidas sobre a especificação e a aplicação dos sistemas de pisos elevados em diferentes contextos.
"Por isso estamos investindo fortemente em informação e educação de público", frisa o sócio-fundador. A Pisos Elevados Brasil atua há mais de dez anos no segmento e soma mais de mil projetos executados no país, em escritórios, lojas, empreendimentos residenciais, ambientes industriais, centros de processamento de dados e data centers, com comercialização e instalação das placas.
A participação no encontro da Petrobras posiciona o tema dos pisos elevados em uma agenda técnica voltada a engenheiros e arquitetos de uma companhia com operação nacional. A convergência entre especificação correta, documentação verificável e mão de obra qualificada, eixos centrais da apresentação, tende a seguir no radar de quem contrata esse tipo de sistema para ambientes que exigem acesso frequente à infraestrutura instalada sob o piso.
Para mais informações, basta acessar: https://pisoselevadosbrasil.com.br
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