A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da Divisão de Sanidade Avícola e do Escritório Regional de Toledo, dará início a uma força-tarefa de fiscalização da biosseguridade em granjas avícolas do Paraná entre 23 e 25 de setembro. A ação tem como objetivo reforçar medidas preventivas contra doenças de grande impacto econômico e sanitário, como é o caso da Influenza Aviária e a Doença de Newcastle.
A iniciativa contribuirá para o fortalecimento das medidas de proteção do plantel paranaense e para a qualidade da produção avícola, e será realizada em estabelecimentos avícolas comerciais registrados na Adapar, localizados na área do Escritório Regional de Toledo. O trabalho envolverá mais de 20 servidores que aplicarão um checklist detalhado de biosseguridade em cada unidade vistoriada.
A força-tarefa foi pautada de forma prévia em reuniões com empresas da região, para orientar e garantir que os produtores integrados possam verificar seus estabelecimentos com o intuito de receber as equipes de fiscalização nas melhores condições.
A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, ressaltou a relevância da ação. “A biosseguridade é o principal pilar para que o Paraná continue se destacando na produção e exportação de carne de aves. A manutenção da sanidade é condição essencial para preservar mercados já consolidados e conquistar novos”, afirma a médica veterinária.
NÚMEROS– A avicultura representa uma parcela importante para o Paraná, maior produtor de frangos do País, com mais de 2 bilhões de aves abatidas em 2024, com 34% de participação nacional. O Estado também é o maior exportador, com mais de US$ 4 bilhões vendidos a diversos países no ano passado.
O chefe do Escritório Regional de Toledo, Antonio Carlos Dezaneti, destacou a representatividade da avicultura para a região.
“Atualmente, contamos com 1.251 núcleos e 3.251 aviários de produção de corte, além de 22 núcleos e 68 aviários de postura”, salienta. “A avicultura é a atividade que mais contribui para o Valor Bruto da Produção (VBP) regional, com participação superior a R$ 7 bilhões. Então, essa força-tarefa é fundamental para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor”, conclui o engenheiro agrônomo.
HISTÓRICO– Essa ação é parte dos trabalhos constantes da Adapar em relação à rotina de fiscalizações, realizadas em conjunto com a iniciativa privada. Toda granja registrada no território paranaense deve cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na legislação, conforme estabelecido na Portaria nº 242/2022 da agência e na Instrução Normativa nº 56/2007 do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Essas normas definem parâmetros técnicos de biosseguridade e biossegurança indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis e a conformidade dos estabelecimentos.
Com o alerta para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) emitido em 2023, a Adapar intensificou a periodicidade das ações, com o objetivo de prevenir ameaças à produção avícola no Estado, contribuindo diretamente para a defesa agropecuária em âmbito nacional.
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