
Impulsionar a economia local e desenvolver ainda mais a cadeia produtiva da cacauicultura. Esse é o objetivo do Programa Cacau SP no Vale do Ribeira, lançado na quarta-feira (10) pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo , por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral ( Cati ) e da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).
Em uma ação coordenada com parceiros de entidades ligadas ao segmento e da iniciativa privada, o encontro, que aconteceu na APTA Regional de Pariquera-Açu, reuniu representantes governamentais, profissionais do campo e produtores rurais.
Para o secretário executivo de Agricultura, Edson Fernandes, a escolha da região ocorreu, principalmente, pelas características naturais do Vale do Ribeira. “Nós precisamos ocupar essas áreas com uma alternativa de renda viável para os produtores rurais e alavancar ainda mais a produção nacional para retomar a liderança mundial. Temos, aproximadamente, 500 hectares de cacau plantados e podemos chegar a 1.500 hectares no Vale. Ainda temos todas as condições climáticas favoráveis”, ressaltou o secretário executivo.
O cultivo do cacau em áreas de agroflorestas e em sistemas integrados de produção, principalmente com a cultura da banana, uma das maiores atividades agrícolas dos municípios do Vale do Ribeira, ganha um novo impulso, com o desenvolvimento das ações do programa estadual.
Vale destacar que a região apresenta clima quente e úmido na maior parte do ano e concentra a maior área contínua de remanescentes de Mata Atlântica do Estado de São Paulo, o que favorece a expansão da cultura do cacau, uma vez que dispensa o uso de irrigação.
“O cacau hoje na região tem uma vocação própria, devido a sustentabilidade. A gente tem um mercado promissor para o consumo do cacau e aliado a isso temos duas importantes instituições – Apta e Cati -, com transferência de conhecimentos e difusão de tecnologias. E com a nossa experiência e interesse do produtor, conseguimos atender as demandas desta cadeia que está crescendo muito”, destaca o coordenador da Apta, Carlos Nabil Ghobril.

A iniciativa é fruto de um trabalho intenso da extensão rural, por meio da Cati Regional São José do Rio Preto, e da pesquisa, com investimento em tecnologia, conhecimento e prática, lado a lado com os produtores paulistas.
“Desde 2014, quando iniciamos os trabalhos com a cultura do cacau na região de São José do Rio Preto, identificamos o grande potencial da cultura como opção viável e rentável para a diversificação de atividades em diversas regiões do estado”, destacou o coordenador da Cati, Ricardo Domingos Luiz Pereira.
Para a diretora da Cati Regional Registro, Tais Cristina Canola, a cacauicultura abre portas para novas alternativas e diversificação de produção para a região. “Como órgão responsável pelas ações de assistência técnica e extensão rural (Ater) intensificaremos o nosso trabalho para o sucesso e a consolidação do cacau no Vale do Ribeira, prestando orientação e acompanhamento os produtores rurais interessados, para a viabilidade do negócio, desde o pré-plantio, manejo, colheita até o beneficiamento e acesso ao mercado”, frisou Tais Cristina.
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