Segunda, 26 de Outubro de 2026
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Logística prioriza localização sobre escala

Pesquisa da consultoria CBRE, referente ao primeiro semestre de 2025, indica que 53% das 100 maiores locações logísticas no Brasil foram realizadas por operadores de e‑commerce e que imóveis situados a até 30 km dos principais polos urbanos contin...

26/10/2026 13h46
Por: Farmers Fonte: Agência Dino
Magnific/Reprodução
Magnific/Reprodução

Durante o primeiro semestre de 2025, a dinâmica logística no Brasil evidenciou a importância da localização dos centros de distribuição em relação à expansão da área ocupada. Empresas de comércio eletrônico e do varejo, em resposta à demanda por entregas rápidas, têm buscado instalar unidades próximas aos principais centros urbanos, reduzindo o tempo e o custo da etapa conhecida como última milha. O movimento reflete a necessidade de atender às expectativas dos consumidores por prazos menores e de otimizar a eficiência operacional.

De acordo com estudo divulgado pela consultoria imobiliária CBRE, 53% das 100 maiores transações de locação logística realizadas no país no período foram realizadas por operadores de e‑commerce. O levantamento ainda aponta que imóveis localizados em um raio de até 30 quilômetros dos grandes polos consumidores, sobretudo na Região Metropolitana de São Paulo, apresentam valorização superior, impulsionada pela combinação de acesso a mercados e infraestrutura viária.

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Essa mudança de perspectiva indica que a escala física não é sinônimo de eficiência. Um galpão maior pode ser adequado para determinadas operações, mas a sua eficácia depende da capacidade de atender rapidamente ao consumidor final. Quando o centro de distribuição está distante dos principais mercados, os deslocamentos na última milha aumentam, o que eleva os custos operacionais e afeta os prazos de entrega.

Nesse cenário, soluções de galpões urbanos e flexíveis ganham espaço entre empresas que precisam estar próximas dos mercados consumidores sem necessariamente ocupar grandes áreas. A GoodStorage, por exemplo, oferece galpões localizados em diferentes regiões estratégicas de São Paulo, voltados a operações que buscam combinar proximidade dos centros urbanos, acesso à infraestrutura viária e flexibilidade de espaço. O modelo atende empresas que precisam adaptar sua estrutura logística à dinâmica da demanda e às particularidades da operação.

A valorização de ativos bem posicionados tem se refletido nos preços de locação. Imóveis situados dentro do perímetro de 30 km dos centros urbanos mantêm índices de ocupação elevados e recebem investimentos adicionais em infraestrutura de transporte, como acesso a rodovias e proximidade a hubs de entrega urbana. Essa tendência favorece modelos híbridos, nos quais grandes centros de distribuição são complementados por unidades menores distribuídas estrategicamente nas áreas metropolitanas.

Para as empresas, a decisão sobre o tipo de galpão envolve tanto critérios imobiliários quanto aspectos da estratégia operacional. Fatores como proximidade dos consumidores, acesso aos principais eixos viários, facilidade de circulação e possibilidade de integração com diferentes modalidades de entrega e estruturas logísticas, como vans, bicicletas e micro-hubs, são avaliados conjuntamente. Em alguns casos, a solução mais eficiente consiste em combinar um grande centro de distribuição com uma rede de unidades de menor porte próximas aos polos de consumo.

Em síntese, a localização dos centros de distribuição próximos aos mercados consumidores ganha relevância na logística brasileira. Mais espaço físico não garante maior eficiência; a proximidade dos mercados consumidores e a adequação ao modelo de entrega são fatores relevantes para a competitividade das operações logísticas.

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