A consolidação do modelo de strip malls vem se firmando como uma das principais e mais eficientes estratégias de expansão para grandes marcas nacionais e internacionais no Brasil. O movimento ganha novo impulso com a recente confirmação da chegada da norte-americana Shake Shack ao país, por meio de uma parceria com a BOLD, que detém as redes Outback, Abbraccio e Aussie.
O acordo prevê que a empresa, atuando como master-franqueada, abra pelo menos 40 unidades da rede até 2036, com potencial para centenas de lojas nos próximos anos. A iniciativa reflete uma tendência mais ampla do mercado, que conta também com a chegada da chinesa MIXUE e a proliferação de formatos rápidos de grande conveniência, como as unidades drive-thru do KFC.
Embora o cenário macroeconômico atual imponha desafios severos a diversos setores do varejo, resultando no endividamento de grandes redes e no aumento expressivo dos pedidos de recuperação judicial, segmentos específicos mantêm um ritmo acelerado de expansão orgânica.
Empresas de alimentação e conveniência como McDonald’s, KFC e Outback, somadas a grandes redes de farmácias tais como Pague Menos, RaiaDrogasil e DPSP, além de hipermercados no formato atacarejo, clínicas de estética e redes de academias (como Smart Fit, Panobianco, Selfit, Skyfit e Bluefit), continuam ampliando sua presença física pelo país.
Para sustentar esse ritmo de crescimento com eficiência operacional e proximidade física com o consumidor, o comércio de vizinhança tornou-se uma alternativa fundamental. Os strip malls surgem como resposta estratégica para marcas que buscam alto tráfego de clientes, facilidade de acesso, estacionamento rápido e custos operacionais reduzidos em comparação aos shoppings tradicionais.
"O modelo de strip mall atende perfeitamente ao comportamento do consumidor moderno, que prioriza a conveniência, a praticidade e a rapidez nas suas decisões diárias de compra e lazer. Para as redes em expansão, esses empreendimentos garantem visibilidade imediata e uma ancoragem muito forte na vida do bairro", destaca Marcos Saad, sócio-fundador da MEC Malls, empresa especializada na concepção e gestão desse tipo de centro comercial.
A relevância do formato ganha ainda mais peso na implementação de modelos operacionais híbridos, que integram atendimento presencial, retirada rápida e operação de delivery.
"Quando analisamos o movimento de marcas globais e locais migrando para formatos de vizinhança, percebemos que o strip mall não é apenas uma escolha imobiliária, mas também uma ferramenta crucial de inteligência de mercado. Ele permite uma penetração capilar em regiões estratégicas com investimentos otimizados e retorno consistente", complementa Mario Thurler, sócio-fundador da MEC Malls.
Com a entrada de novos players globais e o fortalecimento de redes já consolidadas, a tendência é que os centros comerciais de vizinhança continuem a liderar a transformação do ecossistema de varejo urbano no Brasil nos próximos anos.
Economia Hospital Ana Costa amplia pronto atendimento em Cubatão
Economia Festa Literária de Ilhéus impulsiona turismo cultural
Economia Cyrela promove Outubro Rosa com ações de prevenção
Economia J&T Express investe R$ 75 milhões em novo centro logístico
Economia Gestão de ambulantes: do estoque à venda
Economia Fim da escala 6x1: como ficam acordos coletivos e contratos Mín. 15° Máx. 28°
Mín. 17° Máx. 27°
Chuvas esparsasMín. 18° Máx. 23°
Chuva



