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FMI projeta redução do PIB brasileiro para 2,2% em 2026
Além da queda analisada para o Brasil, o Fundo Monetário Internacional também estima uma desaceleração na economia global. Diante do cenário, investimentos mais estáveis ganham visibilidade.
19/10/2026 18h02
Por: Farmers Fonte: Agência Dino

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou o documento Perspectivas da Economia Mundial, na segunda-feira (12), apontando para um cenário de incertezas geopolíticas. No caso do Brasil, o impacto fez com que a previsão anunciada no mês de julho, de 2,4%, passasse para 2,2%. Já para 2027, a estimativa mudou de 2,2% para 1,9%.

Segundo análise feita pela Agência Brasil no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, divulgação bimestral do órgão do Ministério da Fazenda, a "guerra no Oriente Médio transformou a energia em um choque inflacionário global, com o petróleo Brent cerca de 45% acima do nível pré-guerra. Os custos mais elevados de combustível e energia estão pressionando famílias e empresas, enquanto os temores de inflação persistente ajudaram a elevar os custos globais de financiamento a níveis não vistos em várias décadas", explica.

De acordo com o relatório do FMI, uma maior escalada dos conflitos, uma reavaliação das expectativas em torno da Inteligência Artificial, a renovação de tensões comerciais e as vulnerabilidades fiscais podem enfraquecer o crescimento mundial. Mas, por outro lado, um "impulso mais forte nos investimentos" pode fortalecer o crescimento.

Para Davi Cordeiro, conselheiro da Solare Invest, empresa de investimentos do setor de energia solar, "é exatamente nesse cenário de volatilidade que a transição energética ganha um papel estratégico". Para ele, o setor passa a ser visto não só como fornecedor de energia elétrica, mas também como uma alternativa de investimento com usinas solares por trás.

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Davi explica que, para fugir das altas nos preços de energia, a energia solar tem ganhado importância, já que consumidores e empresários reduzem a conta de luz por meio das usinas solares. Essa demanda abre espaço para quem quer investir no setor, com rendimentos atrelados à venda da energia gerada.

Como o FMI estima o cenário global para o próximo ano

Com base nos dados divulgados pelo FMI no World Economic Outlook, em 2027, o crescimento econômico mundial apresenta uma recuperação, passando de 3,1% em 2026 para 3,4%. Esse impulso é liderado principalmente pelos países emergentes e economias em desenvolvimento, que avançam para 4,4%, com destaque para a Índia (7,0%) e para a forte recuperação no Oriente Médio e na Arábia Saudita (7,9%). Por outro lado, as economias avançadas desaceleram ligeiramente para 1,8%, enquanto a China mantém uma trajetória de desaceleração estrutural contínua, atingindo 4,0% em 2027.

Na América Latina, a região registra uma ligeira melhoria ao atingir 2,5% de crescimento, impulsionada por economias como a do México, que acelera para 1,8%. Contudo, no caminho oposto dessa recuperação global e regional, a projeção do PIB brasileiro volta a desacelerar para 1,9% em 2027, refletindo o impacto prolongado das condições monetárias restritivas com juros elevados e da contenção fiscal.

Segundo o conselheiro da Solare Invest, as estimativas para o ano de 2027 reforçam ainda mais a necessidade de olhar com cautela para o mundo dos investimentos e as possíveis oscilações que possam acontecer. Ele avalia um cenário positivo para investidores no ramo de energia solar, um dos setores de energia renovável que mais crescem no Brasil e no mundo.