Quarta, 23 de Setembro de 2026
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Expansão da IA está influenciando a competitividade

Processo envolve investimentos, formação de profissionais e a criação de um ecossistema capaz de transformar a IA numa postura de mercado focada em eficiência.

23/09/2026 19h31
Por: Farmers Fonte: Agência Dino
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A inteligência artificial altera a maneira como as empresas estão planejando a contratação de seus profissionais. Atualmente a meta é desenvolver novas formas de avaliar talentos, observando características como curiosidade, pensamento crítico, capacidade de adaptação e resolução de problemas complexos.

As ferramentas de inteligência artificial já conseguem produzir textos, analisar informações, programar, resumir documentos, organizar grandes volumes de dados e realizar atividades que, até pouco tempo atrás, dependiam exclusivamente do trabalho humano.

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"As empresas que irão se diferenciar nos próximos anos serão as que têm tecnologia embutida em praticamente todos os softwares corporativos. A verdadeira diferenciação estará em quem consegue responder, com números concretos e sustentáveis", pontua Vininha F. Carvalho, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

De acordo com o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, 39% das competências essenciais dos trabalhadores devem mudar até 2030. O relatório também identificou competências humanas como pensamento analítico, criatividade, resiliência e colaboração como as mais importantes para o desenvolvimento do mercado.

A inteligência artificial começa a ocupar um espaço mais relevante na operação do agronegócio brasileiro. Depois de um período marcado por projetos piloto, a tecnologia passa a apoiar decisões relacionadas ao planejamento da produção, logística, manutenção de ativos e gestão de recursos naturais, áreas em que pequenas melhorias operacionais podem representar ganhos significativos de produtividade e eficiência.

Segundo Daniel Calero, Diretor de Digital, Dados e Inteligência Artificial da TIVIT, existe uma percepção de que a IA transforma primeiro o campo, mas muitas vezes os ganhos aparecem antes na gestão da operação. Quando ela passa a apoiar decisões do dia a dia, a empresa cria uma base sólida para aplicações cada vez mais avançadas.

O levantamento "Lideranças Orquestradoras na Era da IA", do Talenses Group, ouviu 171 profissionais brasileiros, dos quais 137 ocupam posições de liderança, a maioria em empresas de médio e grande porte. Segundo a pesquisa, 59% dos líderes usam IA diversas vezes ao dia e outros 23% pelo menos uma vez por dia, principalmente para pesquisa e síntese de informações (85%), resumo de documentos (69%) e criação de apresentações (64%). Os ganhos mais citados são economia de tempo (89%) e aumento de produtividade (86%).

"O desenvolvimento da nova geração de profissionais de dados e IA depende da criação de ecossistemas que aproximem pessoas, tecnologia e desafios empresariais. O avanço da inteligência artificial coloca em discussão a capacidade do Brasil de desenvolver infraestrutura, tecnologia e soluções próprias, reduzindo a dependência de empresas e tecnologias estrangeiras", finaliza Vininha F. Carvalho.

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