
O varejo brasileiro atravessa uma transformação considerável. Isso porque, em razão da grande disputa por espaço em grandes centros urbanos saturados pela concorrência, varejistas de todos os portes incrementam sua expansão para cidades do interior, especialmente nos chamados centros de proximidade.
Também conhecidos como "strip malls", esses espaços reúnem diversas operações em um só local, trazendo um mix que atende às necessidades básicas do cliente, como supermercado, farmácia, academia, petshop, fast food, dentre outros.
Dados do IPC Maps 2025 apontam que, atualmente, as capitais representam cerca de 27% do poder de consumo brasileiro, ao passo que o interior responde por mais de 55% do mercado consumidor nacional.
A explicação para o aumento considerável do consumo em regiões interioranas se deve, em parte, ao fato de que, nessas áreas, o cliente valoriza relacionamento, pertencimento e experiências que vão além da compra — pontos atendidos pelos strip malls.
"Os strip malls privilegiam esse varejo mais próximo, em que o lojista sabe o nome do cliente e o recebe de maneira frequente. No interior, esse movimento é ainda mais acentuado", explica Marcos Saad, sócio-fundador da MEC Malls, que faz a concepção e gestão de strip malls.
Um exemplo de empreendimento localizado no interior e que foca em trazer conveniência ao cliente é o Villa Multimall. Localizado em Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo, o local reúne diversas operações em um só lugar.
"Temos mais de 400 vagas gratuitas de estacionamento e operações como cinema, restaurantes, escola, academia, lotérica e lavanderia. Isso tudo faz com que o cliente seja fiel ao nosso espaço, porque sabe que pode resolver suas tarefas em um só lugar", completa Mario Thurler, sócio e co-fundador da MEC Malls, que tem outras operações em regiões interioranas.
O Censo dos Strip Malls, produzido pela Associação Brasileira de Strip Malls (ABMalls), indica que 39% dos empreendimentos analisados estão em regiões de interior, ao passo que 38% se encontram em capitais e 23% em regiões metropolitanas.
"Não se pode mais ignorar a relevância do interior na expansão de centros de conveniência no Brasil. Cada vez mais, trabalhamos em projetos de desenvolvimento, consultoria e gestão de strip malls nessas regiões, que ainda são carentes de um mix de varejo que atenda, em um só local, as necessidades do público residente na área de influência primária”, completa Marcos Saad, que também preside o conselho da ABMalls.
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