
O III Seminário Internacional de Agroecologia teve início, nesta quinta-feira (3), reunindo 100 estudantes dos cursos da área de Meio Ambiente e Agricultura de instituições de ensino superior, além de associações de agricultores do Piauí e representantes de órgãos públicos em nível estadual e federal. O evento é realizado pelo Instituto Federal do Piauí (IFPI) e pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), no Centro de Eventos Sucesso, no Centro de Teresina. A programação segue até sexta-feira (4)
O seminário tem como objetivo discutir ideias e alternativas para garantir a soberania e segurança alimentar, projetos agroecológicos e fortalecimento de movimentos sociais. De acordo com a secretária da SAF, Rejane Tavares, a temática é um pilar fundamental nas ações e projetos da secretaria e, a partir da troca de conhecimentos com especialistas da área, pôde construir linhas de ação para a atividade.

“A SAF não poderia deixar de participar porque a agroecologia é o eixo transversal do Programa de Valorização da Agricultura Familiar. Foi um marco histórico, em que pudemos construir as linhas de ações para essa atividade que está sendo desenvolvida no Piauí por vários grupos e movimentos sociais”, disse.

Durante o evento, estudantes do segundo ano do IFPI puderam aprender sobre a interação entre o indivíduo e o campo, além dos impactos que podem acarretar. Segundo a pró-reitora do IFPI, Diva Amélia, o seminário traz discussões relevantes para a formação de estudantes dos cursos de Meio Ambiente e Agricultura.
“Quando a academia trabalha em prol da agricultura familiar, a gente busca alternativas tecnológicas para melhorar a produção de forma mais limpa, como em relação às nascentes, resíduos, a adubação, tudo de forma mais orgânica, e isso se aprende nos institutos de ensino para ser replicados no campo. Foi um momento de formação e informação”, explicou Diva Amélia.

Para a professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Valéria Silva, que faz parte da coordenação da Articulação Rede Piauiense de Agroecologia (Arrepia), o modelo atual de produção está em crise, e com a agroecologia, um modelo diferente de vida, a segurança alimentar pode ser garantida e afirma que é necessário haver mais políticas públicas de incentivo a atividade no Estado.
“Nós queremos ter políticas públicas que favoreçam a soberania e segurança alimentar, que façam com que os agricultores tenham alimento para produzir e vender localmente. Nossa visão é essa, voltar para o local, à nossa vida cotidiana, envolver os jovens, as mulheres, os movimentos sociais, beneficiar a vida a todos, não apenas a nós seres humanos mas a todos os seres do planeta”, concluiu.

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