
A expectativa da Epagri é de que não haja quebra de produção do milho causada pela cigarrinha, como ocorreu em 2020 e 2021.(Foto: Esalq/USP)
Durante a última semana, o Programa Monitora Milho SC detectou uma diminuição na população de cigarrinhas-do-milho no estado de Santa Catarina. A coordenadora do programa e pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale Rappussi da Silva, afirma que, neste momento, a infecção não está tão alta.
“Não obtivemos nenhum resultado positivo para as bactérias do fitoplasma do enfezamento-vermelho e do espiroplasma do enfezamento-pálido, que são muito agressivas para o milho. Os vírus são mais prevalentes no ambiente, por isso temos encontrado mais ocorrências nos insetos analisados”, esclarece a pesquisadora.
Maria Cristina observa que a fase crítica, a vegetativa, já passou. “Estamos entrando na fase reprodutiva, o milho já está grande e por isso é muito difícil entrar com maquinário na lavoura. A tendência agora é começarmos a observar algumas plantas com sintomas, mas projetamos que não serão muitas. A expectativa é de que não haja quebra de produção, como ocorreu em 2020 e 2021“, diz.
A pesquisadora destaca que a diminuição de insetos e o prognóstico positivo para a safrinha refletem o manejo eficiente realizado pelos produtores. Além da observação em campo, os agricultores devem ficar atentos aos informes publicados semanalmente. O programa Monitora Milho SC coleta e divulga informações de todo o Estado, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos. A média estadual de cigarrinhas encontradas por armadilha é de 60,1. Na última semana foi detectada a presença dos vírus do rayado-fino e do mosaico estriado. Os casos positivos foram registrados em insetos das cidades de Canoinhas, Lebon Régis, Guatambu e Major Vieira.

O programa Monitora Milho SC coleta e divulga semanalmente informações de todo o Estado, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos. A média estadual de cigarrinhas encontradas por armadilha é de 105,6. Na última semana não foi detectada a presença do espiroplasma de enfezamento-pálido nem o vírus do mosaico estriado.
O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC , uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.
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