
Participantes revelam suas potencialidade através do trabalho colaborativo – Foto: Aires Mariga / Epagri
Descobrir o potencial econômico de uma atividade artesanal pode ser desafiador se o aspirante a empreendedor não tiver as ferramentas e estratégias para alavancar e gerir o próprio negócio. Mais complicado ainda para a mulher que vive longe da cidade. Para despertar as agricultoras para o empreendedorismo, há sete anos foi criado o programa Flor-E-Ser, que inicia uma nova turma nesta terça, dia 11, na Estação Experimental da Epagri em Itajaí , no bairro Itaipava.
As atividades começam às 10h com a apresentação no auditório, e depois do almoço, as mulheres começam a jornada no Centro de Treinamento, que conta com palestras, dinâmicas de grupo, aulas práticas, entre outras ações que serão realizadas em cinco encontros ao longo de dois meses, com direito a pernoite, tudo gratuito. Estão inscritas agricultoras dos 23 municípios que integram a Gerência Regional da Epagri em Itajaí.
A antropóloga e extensionista social da Epagri, Rose Gerber, disse que o programa se baseia na ‘pedagogia da alternância’. Ou seja, elas recebem as informações e voltam para casa para assimilar o conteúdo; duas semanas depois, retornam ao Centro de Treinamento para dar continuidade ao processo, que resulta num plano de negócio. “Quando elas vêm para a Epagri chamamos de ‘tempo de estranhamento da realidade’, e quando retornam, debatem com a família sobre o que aprenderam para depois avançar para a próxima etapa”, revela.
Para a pedagoga e extensionista social da Epagri Márcia da Rosa Gomes, que coordena o programa Capital Humano e Social, mais do que empreender, as mulheres aprendem a se conhecer e a se colocarem como protagonistas da própria história. “São mulheres invisibilizadas pela sociedade que trabalham, muitas vezes, mais do que o parceiro na lida do campo ou da pesca, então nosso trabalho é fazer com que elas percebam seu papel nesta dinâmica e valorizem suas habilidades”, destaca.
Outra característica do programa Flor-E-Ser é a ênfase no trabalho colaborativo, já que as participantes dividem muitos dos dilemas e questões que afetam a todas. No primeiro encontro, serão repassadas informações sobre associativismo, dentro da estratégia da pedagogia da cooperação. Nos dias 25 e 26 de março, o foco é no empreendedorismo. Nos módulos seguintes, as agricultoras conhecem as linhas de financiamento que vão possibilitar que o plano de negócio saia do papel e o sonho se concretize. O curso termina em 28 de maio, com uma visita à sede da Epagri, em Florianópolis.
Serviço
Informações para a imprensa: Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri, pelos fones (48) 3665-5407 / 99161-6596
Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc.
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